terça-feira, 15 de março de 2011

trabalho duro+solidão+tpm=choro

Triste, triste, triste.

Saí da confeitaria. Mudança drástica. Trabalho na cozinha.
O serviço é duro, pesado, estressante.
Não há hora de relax, não há soriso nem conversa fiada. É concentração, atenção, tensão.
Exige cabeça fria e corpo forte.

Mas quando a cabeça esquenta e o corpo se sente fraco o mundo parece que vai desmoronar.
Passei uns dias fazendo de conta que era forte como homem, (mesmo estando por um fio por dentro) pra tentar ser aceita naquela cozinha fervente onde só existem homens, muitos machistas o bastante a ponto de te desprezarem e te darem o dobro do trabalho pra te fazerem desabar e poderem provar o quanto são superiores. Eu sofri, me senti derrotada, chegou uma hora que achei que não teria mais força, longas olheiras, mãos machucadas, sem vontade de acordar, sem conseguir dormir direito, sem vontade de comer e segurando o choro na garganta. Por que pra piorar tudo sempre tinha uma maldita tmp que me deixa nervosa, enjoada e chorona.

Quando eu vi que estava bem perto do limite, o abismo, a dificuldade, o peso todo, a solidão, de não ter nem ao menos um ombro pra chorar ou um sorriso amigo pra ver... E então fiz aquilo que a minha mãe ensinou como solução universal para os grandes problemas:
Rezar. "minha filha, se acalma e pede a Deus, que ele vai te ajudar"

Dito e feito, ele me mandou um presente, na verdade três, três lindos presentes.

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