quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Terceira parte: Paris

Obs: Estou contando as férias em capítulos, mas faço intervalos para postagens do cotidiano, sinto pela desordem, mas como isso não é um livro, creio que não seja nenhuma falta grave, e nem que dificulte a compreensão... mas desculpo pela desordem

Paris - o amor
Saimos da adorável Roma no fim da tarde em direção a Paris, onde não tinhamos hotel pra ficar nem nada planejado, mas como chegamos no mesmo aeroporto de onde dali apenas 2 dias o Alex partiria, achamos de bom senso ficar num hotel próximo.. nem que isso custasse um certo trabalho para ir passear no dia seguinte.
Foi uma boa escolha. Como chegamos já era de noite, tudo o que conseguimos fazer foi jantar no próprio hotel e tentar descansar para aproveitar bem o último dia juntos.

Pela manhã, um belo café e fomos nós, rumo ao centro de Paris. A primeira atração foi a Torre Eiffel, tiramos fotos, admiramos e seguimos para o Senna, quando estávamos os dois juntinhos, abraçadinhos, tentando fugir da chuva fina que caía, uma pessoa que passou cantou para nós um trecho da musica "When a man loves a woman" de Percy Sledge, entendemos a fama do romantismo de Paris. Éramos um casal apaixonado, o mais belo casal apaixonado do mundo... ah, que doce sentimento. Como o amor nos faz sentir leves e felizes, como essa música nos fez sorrir e nos amar ainda mais por estarmos juntos naquele momento, por nos permitirmos essa alegria toda um ao outro.

Essa foi a melhor lembrança que guardo de Paris, foi mais intenso que subir a famosa torre, mais belo que todos os jardins floridos da capital francesa e ainda mais emocionante que estar no Louvre ou em qualquer igreja centenária. Aquela manhã cinzenta e chuvosa não poderia ser mais linda.

O dia que começou muito bem mudou um pouco ao passar das horas, depois do meio dia fomos sendo vencidos pelo cansaço, a chuva só aumentava, o frio ia nos deixando irritados, sem falar que tínhamos apenas mais uma noite, e depois nos veríamos distantes novamente, por um longo período. Pensar nisso fazia mal, acabava com aquela alegria toda, pois o amor só é bom quando podemos vivenciá-lo, estar distante da pessoa amada traz uma dor amarga, e já estava tão perto da partida...

Já não sabíamos direito como agir, fomos deixando as gentilezas de lado para sermos frios o bastante e encarar naturalmente essa ruptura. Foi assim, na manhã seguinte nos despedimos sem choro, mas com o coração na garganta.


Paris - a família

Assim que ele entrou na sala de embarque eu tive vontade de chorar, mas não chorei, eu sabia que seria difícil, mas esse não era o fim, e se não é o fim eu não tinha porquê chorar.
Mesmo com um nó na garganta que me sufocava e segui a diante eu fui pegar o trem para encontrar meus pais que chegariam dali algumas horas no outro aeroporto, o que me fez cortar toda a cidade em uma viagem de 2 horas de trem e metrô.

Foi a minha sorte, a minha alegria e o meu consolo. Não poderia estar triste (mesmo que o motivo fosse nobre) no encontro com meus pais e minha irmã que eu não via a tantos meses.
Depois de horas de espera (eu cheguei cedo e eles atrasaram), finalmente o avião estava no solo, e logo pude dar aquele abraço em meu pai, mãe e irmã.

Com eles descobri uma nova Paris, que não era aquele paraíso luxuoso e florido de quando estive lá pela primeira vez (sozinha, em junho), nem aquela cidade romântica e chuvosa do dia anterior. Com eles Paris era vibrante, grande, cultural e bela.

Fomos a diversos museus, fizemos compras, comemos as comidas típicas e degustamos uma boa quantidade dos deliciosos vinhos franceses, nos acabamos de tanto rir com as pequenas bobagens do dia a dia.
Os dias com eles eram sempre longos, o que me deixava impressionada, era uma energia incrível, acordávamos sempre muito cedo e só voltávamos para o hotel depois das 10 da noite. A organização dos meus pais foi outra coisa que me surpreendeu, eles tinham estudado cada canto da cidade e feito um detalhado planejamento dos dias, cada lugar onde ir, onde comer, as horas do dia demarcadas pelos pontos turísticos.
Claro que no fim das contas Paris também os surpreendeu, e se revelou muito maior do que contam os livros,  o roteiro da viagem não foi de todo respeitado, mas deu as diretrizes, pois vez ou outra a cidade luz oferecia algumas surpresas, como um museu fechado ou um belo dia de sol em pleno inverno.

Na metade da estadia em Paris sofremos um grande abalo, fomos furtados enquanto tomávamos um café... quem diria, ter seus pertences roubados em plena Europa! Justo nós, pobres turistas brasileiros.. tão desavisados!


Depois daquele dia a cidade ficou estranha, parecendo perigosa e vimos nosso entusiasmo foi levado junto com a mochila.


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